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Veja como economizar com os remédios que estão mais caros

  • 1 de abr. de 2019
  • 2 min de leitura

O preço dos remédios subirá até 4,33%, colocando um peso a mais principalmente no bolso dos aposentados, que costumam depender de medicamentos de uso continuado. Este é o percentual, segundo a indústria farmacêutica, que será oficializado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Para fazer a conta, a CMED leva em consideração a inflação e outros fatores, como produtividade da indústria, inflação, alterações no câmbio e gastos com energia elétrica.

Levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que os remédios têm peso de 6% no orçamento de famílias com idosos. Algumas dicas são aprumar a pesquisa de preços, inclusive com a ajuda da internet, buscar programas de fidelidade e reforçar os estoques de medicamentos ainda com o preço em vigência. A pesquisa pode colocar uma lupa especial sobre os genéricos, que custam aproximadamente 35% menos do que as marcas conhecidas.

Quem decidir reforçar o estoque antes do aumento deve ter cuidado especial com a forma como armazena estes produtos e também com os prazos de validade. É importante seguir as recomendações que estão na embalagem: mantê-los sempre protegidos da umidade, do calor e da claridade, explica a farmacêutica Irene Prazeres. É fundamental observar o prazo de validade, que em geral é de dois anos mas pode se acelerar se os produtos forem deixados em locais quentes e úmidos.

Veja dicas para economizar na compra de medicamentos

- Pesquise bem os preços, usando a internet e visitando farmácias próximas ao trabalho e à residência.

- Peça ao médico que, na receita, seja colocado o princípio ativo do remédio, e não o nome comercial.

- Levar a receita com o princípio ativo facilita para que o farmacêutico ofereça opções fabricadas por diversos laboratórios, e, consequentemente, com valores variados. A diferença de preço costuma variar de 10% a 15%.

- Verifique se na farmácia escolhida há alguma forma de desconto adicional por meio de programas de fidelidade ou mediante o fornecimento dos números do CPF ou Conselho Regional de Medicina (CRM) do médico. Geralmente, medicamentos de uso contínuo têm preços mais vantajosos.

- Verifique se o medicamento que procura é disponibilizado pelo programa Farmácia Popular, que oferece remédios com preços até 90% mais baixos. Não é necessário comprovar renda ou ter utilizado o Sistema Único de Saúde (SUS) para recorrer ao programa. Basta ir a uma farmácia credenciada, apresentar a receita médica e um documento com foto.

- O Ministério da Saúde também disponibiliza remédios gratuitos para diversas doenças nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), e muitas prefeituras contam com postos que usam o mesmo sistema. Medicamentos de uso prolongado devem ser protegidos da umidade, do calor e da claridade. Guardar no banheiro ou na cozinha não é uma boa opção.

- O quarto costuma ser um local arejado, com temperatura amena e longe da umidade: indicado para guardar remédios. Coloque os medicamentos em uma caixa e guarde em uma gaveta ou prateleira.

- Redobre a atenção também com os prazos de validade. Planeje-se para comprar apenas a quantidade de remédios que utilizará dentro do período de validade — evitando desperdiçar seu dinheiro.

Fontes: farmacêutica Irene Prazeres, Associação de Consumidores Proteste, Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácia (Febrafar) e Diário Gaúcho

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