Professores municipais de Gravataí estão em greve
- 25 de mar. de 2019
- 2 min de leitura

Os trabalhadores em educação de Gravataí decidiram entrar em greve a partir desta segunda-feira por tempo indeterminado. A decisão foi acordada em assembleia realizada com cerca de mil profissionais. A medida é uma resposta da categoria ao projeto de lei de autoria do Executivo e já em debate na Câmara de Vereadores que propõe a retirada da assistência à saúde dos trabalhadores municipais, significando a extinção do Ipag Saúde, do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores Municipais de Gravataí.
Em nota, a prefeitura diz lamentar a decisão pela greve e informa que, ao final de 2018, o Ipag Saúde apresentou déficit financeiro e orçamentário de R$ 6,4 milhões, sendo com outros R$ 10,2 milhões investidos pelo município, apenas no plano de saúde dos servidores, a despesa chega a R$ 16,6 milhões. Conforme a nota, o plano privado atende a pouco mais de 50% dos servidores. O Executivo diz que está tentando construir soluções definitivas, oferecendo alternativas de outros planos aos trabalhadores.
Alternativa
Buscando alternativas viáveis para a situação o Instituto de Previdência do Servidor Público de Gravataí (Ipag), o vereador Dilamar Soares apresentou o Projeto de Lei 32/2019 que propõe a ampliação da rede de usuários do serviço, aumentando assim a arrecadação, a fim de que seja possível a manutenção do serviço.
No projeto o vereador sugere que seja mantido o plano de saúde dos servidores públicos para os estatutários e ampliado a cobertura, bem como a contribuição, para os celetistas, cargos em comissão, fundações, empresas públicas, conselhos profissionais, sociedade de economia mista e Prefeituras.
Para ampliar o debate em virtude da urgência do caso, Dilamar encaminhou um estudo à Procuradoria Legislativa e para o Grupo de Trabalho para estudos de alternativas de planos de saúde em substituição ao Ipag Saúde - formado pelo representante da Prefeitura, propondo a divisão da autarquia em duas partes, IPAG Saúde e IPAG Previdência. Com isso, seria possível implantar uma nova gestão para que haja uma maior fiscalização dos serviços e dos prestadores.
O plano De acordo com a prefeitura, o Ipag Saúde é um plano de saúde privado no qual, somente em 2018, o Executivo investiu R$ 10,4 milhões, cerca de 40% do seu custo anual. Neste mesmo período, a receita do plano foi de R$ 27 milhões contra uma despesa de R$ 33,4 milhões, rombo que teve de ser coberto com recursos do município. O plano tem em torno de 2,9 mil funcionários diretos credenciados. No entanto, o número total de usuários, somando dependentes, é de cerca de 9,4 mil.
Fonte: Correio do Povo













Comentários